segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sô do Tempo/Sô do Vento


Sô do Tempo/Sô do Vento

Sô do tempo onde nasce o vento...
Sou o som do substantivo próprio
Sou o número imparcial do conjunto
Sô teu adjunto meu singular colóquio

Sô o som da tua adivinhação loca
A transição da hora que crepusculejo
Sou todo o verbo no tempo da tua boca
O beijo n’alma n’palma que me dá molejo

Sou o vento tremulante no beiço em desuso
Os sonhos carnudos nos lábios basculantes
Sou o diamante no lusco-fusco difuso
Os fragmentos dos pensamentos coruscantes...

Sô o acorde chiado do fólio que vai e vem
A letra muda na variante do acordeão
O som mais afoito do desejo que tu tem
A Paz e Bem no caminho por intuição

Sô o som no coração do vento fragoso
O dia chuvoso no tempo uniforme e lívido
Seu doce sabor real no vinho bem licoroso
O amor plantado num cruzamento híbrido

Na tua voz de mel rouca meio ensandecida
Nos ramos das tâmaras mais adocicadas
Sô só o vento do silêncio ás lufadas
O pingo de orvalho ás manhãs borrifadas...

Son Dos Poemas 
Sônia M.Gonçalves



INSONE (R.M. Cardoso)



INSONE

Na boca
da noite
havia
um 
bafo
de outono.

Nos braços 
do poema
gemia 
uma
lembrança! -

E eu,
sem
sono!...

(R.M. Cardoso)

DEUSA SELVAGEM DELINEADA Ni N Adrada



DEUSA SELVAGEM DELINEADA

Em seu solilóquio
Desnuda-se de sua selvageria
Encontro uma fera arredia
És ainda Musa'mia?

Toque suaves de mulher
Vontade féria de fêmea voraz
Baixa sua sangrenta espada
Hoje será minha amada, meu reino de paz?

Ainda tem-se sobre seu domínio
Suas armas felinas que me fascina
Seu corpo sensual, suas curvas é que me domina?

Deusa, Musa, mulher...
Meu universo esta vencido, a seus pés
Seu amor e beijos, os tesouros que meu coração quer!

O Poeta é um fingidor..Ni N Adrada



O poeta é um fingidor, fingidor inclusive de sua dor de amor.
Das gotas de areia só quero a onda onde vislumbro Serias.
Que beleza teria o mar, se os olhos não vê a cor do Son das Serias?
Traga-me uma cachaça, uma pinga e meia - meia de metade, não de meia de lã, lãs quentes da verdades - , meu peito queima como um vulcão que expele gelo como um beijo sem emoção.
O poeta é fingidor?
Acredito que não!
Não, quando fala de amor, amor explícito com sabor doce de pirulito!
Tem um mundo inteiro no meu peito, e é ele todo para você bem feito.
E se do seu olhar ele não for merecedor, morre ele - o amor - neste meu peito imundado de um mar de dor...
Sem praia...
Sem Seria...
Sem um braseiro...
Ou fogueira no céu que o alumêia.

Ny.

Juan Castelo D.



ejam o horizonte na televisão
O retrato da ficção querendo apaziguar a realidade
Vejam os comerciais e os telejornais
Vendidos atores da comunicação mentindo sempre mais
Ilusionistas do circo e do capital
Ocultando a realidade e opiniões
Contrárias à fraude contemporânea
Da elite branca naftalina
Herdeiras e homicidas, matanças sangrentas ao vivo:
www.Colonização ou @industrialização ou # urbanização

Vejam o horizonte que condena
Eles são traiçoeiros e entreguistas
Mas no nosso bairro só há vizinha(o) ou menina(o)
Desnorteados e cambaleantes
Tentando armar o quebra-cabeça das políticas públicas
Tramando a forma de explodir o parlamento sem serem pegos.
...
Conheça e acompanhe!

- Autor das obras: Estado de Poesia e Prosa (Ed. Buriti, 2015); Puxando a Rede (Ed. Multifoco, 2015); Nacadema (Ed. Kazuá, 2015); Cantar de Galo ( obra independente e leitura online, 2015).

Blog Wordpress: Gregária Literatura

Juan Castelo D.



ejam o horizonte na televisão
O retrato da ficção querendo apaziguar a realidade
Vejam os comerciais e os telejornais
Vendidos atores da comunicação mentindo sempre mais
Ilusionistas do circo e do capital
Ocultando a realidade e opiniões
Contrárias à fraude contemporânea
Da elite branca naftalina
Herdeiras e homicidas, matanças sangrentas ao vivo:
www.Colonização ou @industrialização ou # urbanização

Vejam o horizonte que condena
Eles são traiçoeiros e entreguistas
Mas no nosso bairro só há vizinha(o) ou menina(o)
Desnorteados e cambaleantes
Tentando armar o quebra-cabeça das políticas públicas
Tramando a forma de explodir o parlamento sem serem pegos.
...
Conheça e acompanhe!

- Autor das obras: Estado de Poesia e Prosa (Ed. Buriti, 2015); Puxando a Rede (Ed. Multifoco, 2015); Nacadema (Ed. Kazuá, 2015); Cantar de Galo ( obra independente e leitura online, 2015).

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TE VER: E LHE OUVIR...Outubro/2016 Orlando Reis



TE VER: E LHE OUVIR...
Outubro/2016
Orlando Reis

Te ver sua linda: pela primeira vez...
E viajar em seu sotaque...
Foi uma viajem de cantos: e encanto...
Bela e linda: com um rosto maravilhoso
Calças jeans: cabelos soltos: meu doce mel...
Pulseiras nos braços: um lenço verde: no pescoço
Uma corrente prateada: com um retângulo
Que deve ser de um santo
Ou uma homenagem ao seu filhote...
E como tu me disse: ainda é um pingo
Ele: e todos os jovens do mundo: são pingos...
E eu a viajar em sua imagem: reverberava
Cheiro de amor: e desejos de beijos
Em seu corpo inteiro...
A tela ainda: não nos deixa sentir odores
Mas senti seu perfume: aqui
Não denuncia calores
Mas me incendiei aqui: assim que te vi...
E se tu és doce: ainda não sei...
Infelizmente: ainda não nos deixa provar sabores também...
Mas salivei: em meus desejos: de te provar...
E creia: que minha sensibilidade
E minha alma: sensível de poeta...
Se encantou te adorou: e te amou loucamente...
Pena você ainda ser tão arredia assim: mas isso passa...

Ousadias providências exacerbadas...Fernando De Camargo Silva



Ousadias providências exacerbadas...
As quais há todos os segundos,
Sem (TI)?
Esvaem em meu nada...
Ser contemplado,
Em dores compressas?
Alma berçário de ilusões... 
Com o complexo,
De uma permuta com o nada?
Em alardear a alma...
E dar entrada ao primor de Amar a (TI)!
Os segundos de um viver...
Que sempre sejam,
Meu extenso,
Pois sempre alçarei...
Seu maior!
A eternidade,
De este ser por completo!
Só (Teu) em devaneios a desejar maiores espaços neste ser...
Devoto em suas Constâncias!
Nesta alma...
A fazer seu tudo!
Eternidades deste slogan,
Quais a (TI)!
Tudo condiz...
Um tudo neste ser providencial,
Maior que o próprio viver!


Fernando De Camargo Silva.