quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AUSÊNCIA DISFARÇADA Cler Ruwer




AUSÊNCIA DISFARÇADA

O corpo acende,
O coração pulsa.
E bate descompassado,
Pressagiando o reencontro.
Já sente a presença,
Já sente até o calor.
Sente o toque das mãos,
Sente gosto e sabor.
Sente até mesmo o cheiro.
Da pele, o arrepio.
A miragem do olhar,
Vigiando a saudade.
Sente o sussurro da voz.
Sente frio...
Então envolve no abraço,
O próprio corpo, vazio.
Plaft!
Caiu uma lágrima.
Acordou!
Essa ausência disfarçada, 
De anjo ou querubim.
Que inventa mil travessuras,
E faz real a loucura, 
De sentir VOCÊ, em mim...

CLER RUVVER

LEMBRANÇAS DE AMOR




DOCES LEMBRANÇAS DE AMOR.

Minha mãos estão tremulas,
Lágrimas rolam pela face,
Gosto amargo da saudade,
Que se eternizou,
Dos beijos!
Dos nossos lábios unidos,
Eu te amando...meu amor
Promessas!
Juras de te amar,
Jamais te deixar...ir além
Amor que me fez bem,
Desse nosso amor,
Que fizemos! e à lua nos sorriu,
Foi nas nuvens que te amei,
Escrevi nas estrelas o teu nome,
Que agora brilha no céu,
Fogo de muita paixão,
Que arde e consome,
Melodias que escuto no escuro do quarto,
Te quero ver comigo,
Te amando e tua boca beijando,
Te ver toda nua,
E nos meus braços fazer teu aconchego,
Nesse nosso chamego...amor
Diz pra mim...eu te amo
Diz que sim...
...que te digo que eu vou viver esse amor
E jamais ti perder.





Autor: Oribes S. Junior.

Carta De AMOR



CARTA DE AMOR

 A amada a conhecer...
Mediante essas palavras dirijo-me a você em busca do verdadeiro amor.
Moça, dentre as flores que vi nesse frutuoso jardim
Encontrei a beleza incomparável.
Sei que você esteve atrelado a outra pessoa mas...
Eu sou o seu verdadeiro amor de sua vida.
Nas minhas andanças sua lembrança era constante
E não poderia ficar mais longe dos teus braços.
Eu dormia nos teus olhos
Como o sol adormece nos fins do entardecer
E que as pessoas sentiam esse marcante momento.
Agora ponho meu coração ao seu dispor
Sem receios de ser feliz no amor para sempre.
Minha infelicidade
Resume-se em não ter-te, mas...
Quero confessar-lhe que desejo tê-la como eterna namorada, e..
Espero que estas palavras sinceras
Perpetrem no íntimo do seu eu
Para que definitivamente lhe conquiste.
Transporto-a beijos inusitados
Abraços iluminados de paz
E que sejamos eternos de longevidade amorosa.
Danilo Evangelista.

TODOS OS SENTIDOS CLER RUVVER



TODOS OS SENTIDOS

Faça amor comigo!
Leia-me, sinta meus pensamentos...
Queira-me, toque meus sentimentos...
E sinta-os entrando em ti;
Invadindo o teu corpo;
Beijando teu gosto;
Acordando teu cheiro;
Para entrar em mim.
Me embriaga do teu sabor; 
Me embriaga do teu querer;
E então, me mostra o teu amor.
Se misturando ao meu prazer;
Acorda-me, por favor.
Dá-me um pouco de ti; 
Que então, eu, me darei inteira!
Em cada verso; em cada emoção.
E os meus sonhos, além da vida...
Esses... Espero, sejam Canção.
Com notas livres, pela avenida...
Ao som do ritmo que instiga,
O tum, tum, tum, do teu coração!!!

Cler Ruvver

LIVRES CLER RUVVER



LIVRES

Em cada estrada, a passagem dos anos
Livres... Vai deixando um bis...
Eu quero é ser feliz... Eu quero é ser feliz...
Tanto se repete; tanto se acredita,
Que a felicidade fica mais bonita.
Passa-se as horas, passam os momentos,
O amor multiplica, cada pensamento.
Assim dia-a-dia, vai passando o tempo.
Cada ano passado, é apenas soma,
Do curso da vida, em novo idioma,
Que nenhuma língua, pode traduzir.
Pois em cada vida, o amor retoma...
À felicidade, de sempre existir!
Cler Ruvver

MELGA





MELGA

Através dos sentimentos salpiquei minha alma
Emoção de uma melga ousada e feliz
Não é bonita esteticamente 
Mas o meu desejo ardia ardentemente.


Nas batalhas pintei meu retrato 
Não foi o melhor retrato ardente
Vermelho carmim que se encaixam resplandecente 
Na ousadia que liga única no prazer.

Uma borboleta que aprecia teu olhar
De um delírio na brisa do seu arrepio
Cheiro das sensações em chamas
Absoluto de prazer em lábios quentes.

Ver as estrelas pintoras de emoções
Mentes se encaixam incendiando o coração
Em seu pleno quero te namorar
Fico exposta desavergonhadamente nos sonhos que te chamo.
Jey Lima Valadares**18:50**28-10- 2015**Itagibá.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MUNDO ENCANTADO É POESIA.




MUNDO ENCANTADO É POESIA.

O poeta sonhou e viajou,
Acordou no mundo da fantasia,
Cheio de nostalgia,
Muita magia,
Poeta sonhador,
As flores dançavam,
O passarinho cantava,
Natureza de beleza,
Recheada de amor,
Perfumada de paixão,
As mãos trêmulas escreveu,
E à fantasia nasceu,
Dessa viajem encantada despertou,
E no nosso mundo acordou,
Chorou!
Do colorido ao cinza,
Do sorriso as lágrimas,
E agora à unica beleza é poesia,
Que tristeza!
Se desfaz à beleza,
As flores secaram e os pássaros voaram,
E na poesia ficou as letras de um sonhador.

Autor: Oribes S. Junior.

“MORENA LINDA E MISTERIOSA”



“MORENA LINDA E MISTERIOSA”

Morena misteriosa da cor do pecado,
Um anjo que caminha para todo lado, 
Uma fada em um mundo encantado,
A estrela que deixa o céu encadeado!


Morena linda uma deusa misteriosa,
Em ti exala o perfume de uma rosa,
A sua voz suave seus lábios endossa,
o seu rosto a pureza de ser formosa!

Morena linda como a lua esplendora,
Você é na vida uma doce encantadora,
Em seu coração uma porção de amor,
Em seu semblante um olhar sedutor!

Morena linda num sorriso um mistério,
Você é da beleza a rainha do império,
Cabelos longos em fios de felicidade,
O seu corpo esbanja a sensualidade!

Silvio Batista

Sou Uma Flor




Uma linda noite cheia de paz e sonhos perfeitos

SOU UMA FLOR

Pela sua cor branca não sou
Seu significado é pureza, paz...
Encosta a tua face na minha suave e bela
Agora é chuva fina na tranquilidade e calma
Sou copo- de- leite em luz macia
Bela e graciosa em ventania.


Ilumina e enche de alegria todas as noites
Ao raiar está entre as flores
Fascinante em todas as cores
Perfeitas como os amores tão fortes 
Uma flor no deserto colorindo essa fria ilusão
Passa e se renova a cada estação.

A copo- de- leite és fascinação 
Suas vestes brancas são marcante
Exala perfume na boca que respira a chuva
Linda moça que não passei mãos estranhas
Brilham no altar e em qualquer lugar
Sua metade é constelação de caminhar.

Sou em forma morena graciosa
Coração nomeou para sua existência
Murchará na estação que se finda
Voltará como cascata e mais linda
Da submissão aos amores na fertilização 
Aos beijos de lábios até o coração.
Jey Lima Valadares**Itagibá**15:00**17-08-2015


A COR DO AMOR



A COR DO AMOR


Poder, moldado à sensibilidade, no cio, 
Que aviva os sentidos copulando, 
Na virilidade das mãos, 
Para em pleno registro do orgasmo, 
Salvar o sêmen, que se espalha, na forma de tinta, 
Abraçando o papel. 
Pequeno modelo da Criação, gerando emoção, 
Para a produção de novo Poema! 
Algo indescritível, qual passeio de animal livre,
Enquanto a força procria, entre os arbustos. 
Ou talvez, um pássaro em pleno voo,
Dividindo calor com o ninho; 
Esperança da nova prole.

Cler Ruvver

SENTI



Senti

Hoje,
A madrugada nasceu 
Sem suas cores avermelhadas...
Senti que o sol se escondeu
Por entre nuvens de silêncios
Que, no entanto feriam meus ouvidos,
Silêncios que de tão gritantes
Penetravam meus sentidos...
Pensei
Que tudo o que me rodeia
É efêmero
Assim como efêmera é a vida...
Senti que não há perto nem longe
Que tudo é tangencialmente precário
E deixei-me invadir por esse abandono
Que me levou a um estado 
De total letargia...


Repentinamente senti-te...

Vinhas despido de tudo, 
E eu reinventei-te apenas dos nossos sonhos
Nos poemas que dissemos um ao outro...
Vestias-te somente de olhar e sentimento
E o teu aroma vinha dos nossos jardins...
Vinhas coberto de paz, 
E senti-me liberta de mágoas, 
Apenas entregue às asas da fênix
Que em nossos momentos de amor renascia
Soltando fogo de pétalas azuis, 
Que se afundavam em lagos de luz.
Enfeitei-me com o brilho das estrelas
Com que me envolvias nos beijos que me davas...

Por fim... Acordei... 
Abandonou-me a tal letargia...

Mergulhei contigo 
Nos sentidos profundos do amor
Nos segredos oníricos da poesia
E em segredo nossas almas felizes
Amaram-se até ser dia...

Helena Fragoso

DUETO Son Dos Poemas & Poeta Anônimo

Boca em forma de asa
Convidativa como uma taça
Transbordante de todas as graças
Capaz de longos silêncios
Sem nunca ficar calada
Qual será o gosto dessa boca
Além do amargor das madrugadas?
E como será o eco dessa língua
Que lapida tão bem as palavras?
Boca em forma de asa
Desenhada à mão
Com enorme precisão
Boca de pessoa abençoada
Quisera um dia saber
Os enigmas misteriosos
E os mistérios enigmáticos
Que povoam essa boca
Tão tentadora de se ver
Será que vela pela palavra sagrada
Será que cospe palavrões
A cada tropeçada
Será que conjuga a latência
Sempre irrealizada do nada
Será que beija com sofreguidão?
Beijo sincero
(Poeta Anônimo)

Boca Cuja Fôrma É Palavra


A boca que a linguagem traqueja 
Que a voz grita e verseja
Deita a língua que beija e veleja
Com sofreguidão e sorriso
Com desejo de paraíso
Que a traqueia faz suspirar
Que o céu da boca faz tocar
Delirar e criar asas rubentes
Festejar os agridoces diferentes
Boca que o paladar saboreia
Que inspira poesia e proseia
Faz o corpo dançar e serpenteia
Sussurra baixinho meus sons
Decifra os enigmas e os tons
Não gosta de caviar e se cala
Se fala come camarão
Boca misteriosa, não diz um se quer palavrão...
Se embriaga de fantasia pura em nudez
Conjuga o verbo sem censura com polidez
Sente o gosto do desgosto e do pecado
Aprecia o doce bom e bom bocado...
Agradece a homenagem
Assina os versos nessa linguagem...

Son Dos Poemas 

A POESIA



A Poesia

Talvez seja um estado de alma
Uma paixão
Vendaval de sentimentos
Condensando alguns momentos
Uma ilusão


Talvez seja arte e engenho
Um dom sagrado
Neste mundo de cobiça
Um cântico de justiça
Tão desejado

Talvez seja um desapego
No horizonte
Gota de água cristalina
Que me banhou em menina…
De qualquer fonte

Talvez seja uma certeza
De Liberdade
Palavras, um sentimento
Ato de recolhimento…
Uma saudade

Talvez seja a união 
Do universo
O grito de um coração 
O amor a nosso irmão 
Tão controverso

Talvez seja meu abrigo
Uma ilusão
A tristeza que não digo
Angústia que anda comigo
A Solidão


Helena Fragoso

A Ti Lisboa



A ti, Lisboa!

A ti que nunca esqueço por seres minha
Saudade do teu colo, do teu manto,
Em sonhos no voo de uma andorinha
Percorro tuas curvas com encanto
Mergulho no teu seio mais além
E te olho com paixão como ninguém.


Adentro a tua história de rainha 
Da qual eu me envaideço, orgulho tanto,
Transporto-me aos momentos que sozinha
Reguei tuas vielas com meu pranto.
Momentos em que não era "ninguém"...
Tu eras o meu pai e minha mãe.

Caminho nessa rua bem estreitinha
Invade-me esse teu suave canto
Dolente, dessa guitarra alfacinha,
Que soa lá da esquina de um recanto
Onde a voz que a domina tem também
Trinados que a Minh ‘alma em si contem

E num voo rasante de avezinha
Aterro no refúgio, esse que é santo,
Aquela doce e bela capelinha
Onde eu entrava sempre, e, entretanto,
Agigantou-se ao fundo, sabem quem?
A minha velha torre, a de Belém.

Ao Tejo dei as lágrimas que tinha
Na torre aconcheguei meu desencanto
A saudade que tinham era a minha
Ambos me entrelaçaram no seu canto...
Acordei meio louca, inda refém,
Do sonho de te ver Lisboa mãe.


Helena Fragoso

EX BOÊMIO






EX-BOÊMIO

Quis ter no mundo vida boa.
Empanturrar-me de delícias.
Viver de brisa, andar à toa;
Entregando-me às carícias.


Era ingênuo, sem malícias,
Não queria ser rei com coroa.
Dormia na chuva, ou na garoa,
E acordava com as patrícias.

Não via o tempo que corria,
Não via à noite, nem o dia.
Não apegava-me ao relicário.

Hoje, lembro-me do passado;
Ando apoiado num cajado,
Sem ver a luz do lupanário!

Roberto Jun

PAIXÂO



PAIXÃO

Quem uma vez na vida,
Já não teve uma paixão.
Daquelas tão atrevidas
Que estranham o coração!


Parecendo um punhal,
Que golpeia sem ter dó;
E apesar de fazer mal
É melhor que estar só!

A paixão é mesmo estranha,
Insensível e insensata;
Suportá-la é uma façanha:
Pois judia e maltrata!

Quem disser com tal firmeza,
Que por ela não sofreu,
Eu afirmo com certeza:
Que a paixão não conheceu!

Roberto Jun

FELICIDADE



Felicidade

Há um gigante que espera,
As horas e o tempo correr.
A felicidade chegar,
Com o mistério do bem querer.
Mistério é a brisa do amor,
Felicidade que está no ar.
Trazendo um perfume de flores,
Para o coração alegrar.
Penso que todo homem precisa,
Com o colorido da imaginação.
Desta felicidade infinita...
Batendo em seu coração.
A vida pode trazer dores,
Nos tempos de ventanias.
Jamais se apagará a felicidade,
Nas ondas dos suaves dias.
Um futuro atual, presente,
A felicidade há de vir!
Nos surpreender num amanhecer,
Para alguém voltar à sorrir!

Zabele Rosa 23/03/2015

PAÚRA



PAÚRA

Tenho medo no turno das criaturas...
Paúra noturna dos mistérios dos sete mares
D’ amnésia d’ não lembrar minhas loucuras 
Da felicidade que sinto voar pelos ares...


Tenho medo das vontades covardes
Fobia tenho de gente que parece normal...
Que dizem medo de gatos e coruja ás tardes
Não respeitam a natureza e acham tudo natural...

Tenho medo de gente viciada em mentir...
Tenho pavor de amizades fingidoras
Verdade tenho medo de não saber mais sorrir...
Falar d’ amor com a boca cheia de palavras frigídas

Tenho pânico e vertigens das alturas...
Dos tabus que envolvem as castidades
Ouvir virgens muito santas e puras 
Terror tenho de não enxergar óbvias verdades...

Tenho receio de não causar-te espanto algum...
De sentir ciúme e desaprender liberdade
Medo de perder você em canto nenhum
Encontrar-te no tempo da minha saudade...

Ah, paúra que me toma e causa surpresa...
Imaginar teu gosto diferente
Sabores das frutas amor de framboesa?
Teu sabor de gente que gosta de gente...

Temor sinto de não mais chegar agosto...
Na memória do teu beijo festim
Das tantas poesias dedicadas a mim
Pavor tenho de não sentir teu gosto d’ oposto...

Son Dos Poemas
SÓ Poesie

Nosso Dia!




Nosso Dia!

Não deixe seu dia, partir inutilmente,
Pequenas coisas,devemos valorizar.
Não só as mega vitórias...
Tudo ao redor, devemos celebrar.


Nossos dias, são salvos por detalhes,
Grandes, pequenos, ou qualquer tamanho.
Vamos agradecer cada acontecimento,
Nada foi em vão, foi tudo ganho.

Se achas que seu dia foi ruim,
Tente tirar dele algum encanto.
Veja o mar quando bate nas pedras,
Quando volta sempre deixa um som como canto.

Apesar das dificuldades que passamos,
Percebemos , que cada dia é diferente.
Dedique-se, explorando sua vida,
Aproveitando no máximo, e contente.

Viva toda sua felicidade!
Não deixe que passe como o vento.
Este momento é todo seu....é sua vida
Passa tudo, mas fica o bom sentimento.

Zabele Rosa 10/04/2015

VIAGEM DE ARCO-ÍRIS











VIAGEM DE ARCO-ÍRIS

Numa manhã de céu azul tinha o arco-íris à minha porta 
Trazia-me um raio de luz com um recado de amor
Aquele escrito com versos de cristal puro 
Que os pássaros altos cantavam, sublimes
notas misteriosas que nunca antes ouvira ...


Subi para o dorso sólido da sua costela azul
apoiada na anca segura entre o rosa e o laranja
Sentei-me no suave âmbar oculto por dentro
E voei levíssima nas suas asas verdes...

Os pássaros cantavam maviosos à minha volta 
E iam deixando versos nas estrelas cintilantes 
Por que passávamos lestos, mas vagarosamente
Ao compasso mágico das suas melodias...

Dissémos adeus ao Sol atrevido que brilhava
E à Lua que em volúpia se deitava, preguiçosa,
E encontrámos peixes líquidos que também voavam
E pousavam nos ninhos ternurentos das andorinhas 
que em uníssono e frenéticas debandavam...

Sonhei sonhos incríveis neste arco-íris viajante 
E quando acordei estava nua na tua cama
e foi com um beijo transparente que te despertei...

ASC ©

(imagem do Google)

Sonho Bandido



SONHO BANDIDO

Chegaste ao surgir nosso Rei no horizonte,
Por entre montanhas campinas e céu,
Em meio a beleza eras parte da fonte,
O amor que sonhei pra cobrir-me de véu.


Pulsou fortemente no peito a paixão,
Ao ver que trazias nas mãos a aliança,
Pedido sublime regado à emoção,
Levou a espiar pela fenda esperança.

Senti minhas forças voarem ao espaço,
Envolta nas nuvens chorei em teus braços,
E a lágrima quente regou a libido.

Unidos no amor consagramos a trama,
Mas, eis que me acordo sozinha na cama,
Pois tudo foi sonho gostoso e bandido.

Elair Cabral
08/05/15
Imagem google

PROSA







Prosa

Sente aqui!
Vamos prosear,
falar da vida,
dos sonhos e de amar.


Sente aqui!
Diga-me o que lhe entristece,
na casa, na rua, na escola,
do que você carece?

Sente aqui!
Conte-me sobre suas experiências.
Quais seus aprendizados? Quem são seus amigos?
Busca qual essência?

Sente aqui!
Vamos ouvir uma música,
falar sobre poesia, cinema...
Posso te dar umas dicas?

Sente aqui!
Que tal observarmos a natureza?
Olha como é harmônico os seus movimentos,
percebe sua beleza?

Sente aqui!
Observe a vida,
procure o bem.
Evite caminhos só de ida!

Agora vai...
Vá viver!

Tadeu Marcato
foto: google

Minha Rua



Minha rua.

Eu moro numa rua chamada Horizonte,
Ela rescende o ano todo, jasmim.
Quem não sendo da cidade por lá passar,
Sente uma felicidade sem fim.


Cada casa, cada árvore da rua,
Lembra-me só felicidade.
Tudo isso lá na rua Horizonte,
Principalmente , o encontro da mocidade.

Minha rua chamada Horizonte,
É a rua mais bonita que já vi.
A procura do horizonte passei a minha idade,
E dias tão felizes, que vivi.

Eu moro numa rua chamada Horizonte,
Horizonte começa com H, e termina com E.
Estamos á procura na eternidade,
Um Horizonte pra se ver.

Agora não moro mais na rua Horizonte,
Espiritualmente, acabei de me mudar.
Pois deve haver além do horizonte,
Algum lugar melhor pra se morar.

Zabele Rosa.
20/10/2015

Poesia Simples



Poesia simples

Como um cometa sem em desatino, 
Ou, brilhante estrela cadente,
Caístes em meu destino, 
Como um golpe de serpente................


Se o amor é dor que não se sente.
O ardor da ferida que ficou,
Deixou me muito descontente,
Porque jamais, no meu peito, sarou.........

Um bólido, que voa clandestino,
Fostes embora, num lampejo repentino,
Deixando. Em mim, um amor sincero.

Eu ficando a tua espera,
E, olhando a celeste esfera,
Quedo-me , inerte , e te espero...........

José Calderoni, 26 de maio de 2015, a 1,30 da manhã.

Dez Lírios D'Primavera



Dez Lírios D’Primavera

Um fazia meu gênero girassol em flor...
Meus olhos enxergavam como colírio
Refrescante tênue delírio d’AMOR
No olhar pureza brilho d’um lírio...


Dois foram os desejos concebidos
Mais um lírio aromatizava ‘alma
Beijos ávidos lábios cálidos
O mentor d’palavras dizia CALMA...

Três foram orações e cântico
Súplicas aladas com asas d’papel
Mais um sonho delírio romântico
Um encontro d’bem CASUAL...

Quatro foram quadras escritas...
Ouvi Anjos tocarem bolero d’Ravel
Ah!...Aqueles toques ás sifras...
O corpo esculpido ao CINZEL...

Cinco os céus entoou um MANTRA...
Anjos tocaram clarins em redondilha
Beijos d’festins colheitas e compra...
Fragmentos folhetim Eros armadilha...

Seis lírios alvorecidos cândidos
Híbridos sabidos boêmios ciganos...
Puros sangues brancos e tácitos
Poetas Têm corações d’MURANOS

Sete foram às juras os jurados
Sete vezes o choro ás lágrimas
A sentença convertida em LÍRIOS
Ás folhas d’outono esquálidas...

Oito flores d’liras abundantes 
Quarando lívida ao sol nascente
Alvejando os delírios d’AMANTES
Oito vasos d’primaveras somente...

Nove vezes reguei meu delírio interior
Contei os meses em tempo febril
A boca delirante sussurrava AMOR
Amei d’abril até abrir d’novo abril

Dez lírios brancos beijos instintivos
Sensitiva a mente sentia o profeta
Dezenas d’pensamentos primitivos
E o vento murmurava só delírios POETA...

Son Dos Poemas 

SONETO PARA HELENA



SONETO PARA HELENA

Esse te querer nocivo
Que me vai pungindo o ser,
Que efetiva o padecer
E torna inviável o riso.


O fogo desta ansiedade
Que não cessa um só momento
E promove o desalento
Que o meu coração invade.

Nem assistes ao cenário
De quem segue o itinerário
Debulhando seus queixumes!

E tu segues encantando,
Corações desatinando -
E eu, morrendo de ciúmes!...

(R.M. Cardoso)

AMOR NAS ESTRELAS





AMOR NAS ESTRELAS

Quando te amo
As estrelas são o limite
Dos meus delírios siderais
Em teus beijos percorro galáxias
Ao nos amarmos nas estrelas
Esquecemos que somos mortais
E numa doce fúria...
Cavalgo em cometas
Torno-me andarilho de planetas
Nem os anéis de saturno
Nem mesmo o calor de Mercúrio
Ofuscam a grandeza
Do nosso momento de amor
Nossa viagem estelar
O meu momento mais sublime
Quando estou a te amar
Por ti enfrento chuvas de meteoros
Nas estrelas
Sorrio e choro
Fluem ondas de luz
Dos nossos corpos nus
Somos astros
Condensados
Pelo universo do prazer
O brilho das estrelas
São meus olhos a reluzir
Toda a intensidade do amor
Que trago dentro de mim
E depois de todo ato
Descansamos ...


No grande manto negro de estrelas salpicado
Em nossos corpos suados
Gozamos da paz
Em nosso leito de Vênus
Adormecemos
Agraciados por Deus
Por eu ter sido sua
E você ter sido meu

Ana Lúcia Mendes dos Santos Sampaio_ Clara Fênix

Tolices



Tolices

Procura se tanto pela
perfeição, prazeres
uma felicidade ilusória.
Tolices.


Se perde por caminhos
obscuros
uma procura insensata,
meras tolices;
momentos de mentes
fracas.

Passíveis humanos, em
ledos enganos
somos assim.
À mercê de tolices,
à beira de abismos
sem fim.

Numa procura insensata
se confundem, perdem
a razão.
Realidade se faz ausente,
difícil encontrar o presente.
Tolices da vida;
leda ilusão.

Elisabeth Gl. da Conceição

RENASCEMOS O TEMPO INTEIRO



.Renascemos o tempo inteiro.
.Morremos cada segundo.
.Fragmentos do passado.
.Estilhaço no futuro.
.A pedra que atirei.
.Trincou o vidro da minha janela.
.As pontes que não cruzei.
.Vendo as águas do rio.
.Não voltarem por elas.
.O bonde que perdi na penha.
.Fez o meu destino.
.Mudar de direção.
.O coreto lá na praça.
.Eu com a minha bicicleta.
.Sempre na contra mão.
.As ruas de paralelepípedos.
.As tardes de matinês.
.Os doces que eram vendidos.
.Na venda do português.
.O verde da esperança.
.Que me inspirou esta poesia.
.A reza improvisada.
.O pão nosso de cada dia.
.A escola no pé do morro.
.As ruas aonde eu vivia.
.As cercas embandeiradas.
.As pipas que não subiam.
.Das margaridas plantadas.
.No jardim da minha casa.
.Os parentes que não conheci.
.Das minhas tias improvisadas.
.Das minhas noites de Rock'N'Roll.
.Com as guitarras que não existiam.
.Sentávamos nas calçadas.
.Sonhávamos acordados.
.Até a luz do dia.
.E assim renascemos... o tempo inteiro.
.Morremos a cada segundo.
.O que se planta no passado.
.São presentes para o futuro !!!.........
(Renascemos)...Autor...Marcos Vila Real Rodrigues...27/10/2015.
.As...17:00...Comunidade Dos Poetas Ocultos.


.

Desejos!




Desejos!

O Amor é um ato absoluto!
Sem complacências... Do uso de meios termos?
A encurralarem algo reprimido...
De suas duvidas expoentes sem significados a reluzirem os engodos...
Em pra sebos a recortarem os ideais... De amar sem se completarem em os terem por inteiros...
Como algo verdadeiramente!
Que a nos provem como vírus no Ar!
Desconexos... Mas reais!
E por todo sempre farás vindouros em nossos viver!
Atos que mesmos quando usamos a prosopopéia de vazios...
Este será um ato!
Mesmo que os confunda com obsoleto e fraco...
Diante (Da verdade de Amar)...
Padecem!
Este mesmo que inundado de incógnitos?
Fazem-se Reais dignificando o plausível desejo de mais, mais e mais simplesmente mais!
Acima de todos os pudores e fantasmas de um não...
Devemos lembra que um não, mal pronunciado (Para o otimista)!
É a certeza... De um sim (Amanha)!
Querer se sujeitar a amar... 
Tentando esconder de você próprio?
Como fosse uma segunda pessoa nestes prazeres absolutos,
Neste arco maior de nossa existência!


Fernando De Camargo Silva.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Do Que Não VIVI




DO QUE NÃO VIVI
..
O que não tive me apaixona
o que não provei me engana,
o que não sonhei me sonha.
vem me buscar e reclama...
II
Mas sonho que não vivi,
desse sonho não padeço
facilmente me esqueço
daquilo que não senti...
III
Tudo que me chama, vem !
por desejos até me leva.
mas o desejo só, não tem
o poder que me subleva...!
..
alkas branco
26/10/14
ALKAS POETRY
26/10/15

A Insustentável Leveza Do Ser




INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE NÃO SER - 
SAGA DE MARINA...
.
Inflou-se, insuflou-se
e se foi...nem sal
nem doce...
de tão leve perdeu-se
no etéreo, e nem ,
sua leveza se sustentou...
A tênue rede de fios frágeis
partiu-se...,se içou no ar...
mas caiu...
Procurou nos Campos
abrigo e o campo não deu...
quis fugir para o mar...mas
não sabia nadar e afundou...
Sendo Marina, camuflou-se
de submarino e foi expiar
seus erros no fundo do mar...
Por não crer no real,perdeu
a fé em Deus...foi buscar
fé em Netuno e em Zeus...
para poder continuar,
sonhando um verde país...!
.
.
Baseado no poetrix (IN)SUSTENTÁVEL da poeta BETH JOY,grato
.ALKAS POETRY
26/10/15

CAFÉ C/ POESIA...95




CAFÉ C/ POESIA...95

Por onde passarei
para te encontrar,
Só a arvores e silêncio,
paz e armonia pra se amar.

Neste lugar seremos
mais do que queremos ser,
seremos felizes
porque aqui,é eu e você.

Que lugar fantastico
que ambiente romantico,
lugar assim, só mesmo aqui
neste meu cantico.

____Nillo Sergio.
Poeta do balcão.

REGRESSA A MIM DE NOVO





REGRESSA A MIM DE NOVO
*
Hamilton Ramos Afonso
*
Regressa a mim de novo, ao conforto do meu abraço
à morada do meu coração e ao calor do meu sorriso.


Vem aplacar a dor da tua ausência, a dor que me acanha,
me entorpece os sentidos, e que me acinzenta os dias…

Chega-te a mim de novo...
...porque quero cair contigo de novo
no longo laço do nosso abraço...

E assim ficar contigo de vez…
*
Arte: Lovers Embrace - Jonathan Knapp

Poder De Amar



PODER DE AMAR

NEM SEI DIZER PORQUE AMO
NÃO ACHO EXPLICAÇÃO
AMO, SIMPLESMENTE AMO
SEM PRAZO E SEM CONDIÇÃO.


O AMOR É SENTIMENTO OUSADO
DE UMA GRANDE DIMENSÃO,
MAS NINGUÉM POR ELE É TOCADO
SE NÃO TIVER CORAÇÃO.

AMOR, AMADO, AMANTE
PALAVRAS DITAS COM EMOÇÃO,
INSPIRAÇÃO DOS POETAS
QUE RIMAM COMO CANÇÃO.

SE TEMOS O PODER DE AMAR
NÃO É SÓ POR DISTRAÇÃO,
É BENÇÃO DADA POR DEUS
NA HORA DA CRIAÇÃO.

PORTANTO AMEMOS À VONTADE
SEM PENA OU DISTINÇÃO
PORQUE O AMOR É BONDADE,
ALEGRIA E EMOÇÃO.

Claudete Kumbartzki 

Querida Cova






Querida cova

Em uma cova funesta,
Quem há de amar a caveira
Nas suas mãos vermiformes,
Cuspe, na víscera inteira.


Por que lamenta deveras?!
Com os seus dentes sangrentos
De uma mandíbula imunda,
Sente os afãs fedorentos.

Bebe uma taça do sangue
Nos olhos meio vitais,
Com que deseje almejar
Esses pedaços fatais.

Sentindo o arfar moribundo
Quem voa as asas escuras...
A noite é bela e escurida,
Assiste às sânies impuras.

Mas, os enterros vos ouvem
Dentre os insetos famintos,
Dou-te a tristeza da dor,
Pranteia assim com instintos.

Quanto langor insofrível!
As nuvens da alma perversa
Assombra tanto no brilho,
Quem o fantasma conversa.

As podridões amorosas
Entre a delícia dos beijos,
Aqui é a morte que canta
Todos os belos desejos.

Quer almejar um negror 
Que inda escurece esse céu,
Um lar das covas fedidas
Da carne humana no fel!

Tremendo as pernas sangrentas!
Os seus fedores malsões
Apenas fedem com corpo...
Que horror! Que más podridões!

Os esqueletos do encanto
Que arfaram mais sofrimento
À meia-noite, os enterros
Cantavam no escurimento.

Lucas Munhoz - (26/10/2015)

Vivenciar


Vivenciar

Mais que experimentar,
vivenciar
o sabor de buscar a sabedoria
o dia todo e todos os dias.
Se o experimentar
é ultrapassar sem passar
caminhar na estrada
sem estrada nos pés.
O vivenciar é ultrapassar
saboreando todas as vicissitudes
do caminho
e como uma cobra
que sai do ninho
alcança asas e alça voo
sobre todas as coisas
arremessadas pelo veloz tempo
acumpliciado com o exíguo espaço
de encontro a nós.
A desorientação sagrada é inevitável
pra quem faz da pergunta
sua resposta fundamental
e para além do bem e do mal
entreabre todas as portas.
É a pedra de Sísifo
eternamente rolada
agora não mais como sentença
posto concebida como bênção.


(Hudson Ribeiro)

SOFRER DE AMOR





SOFRER DE AMOR

Vós que sofreis de amor: do amor sabei,
Que por amor se vive por matar;
E quanto mais que sofre, bendizei
A glória de sofrer de tanto amar.


À sombra farta desse amor: gemei,
Chorai de amor por mais não aguentar;
Que quanto mais se pode mais podeis,
Fartar-se desse amor até não dar.

Do quanto se não pode por amor,
Amai além, muito mais, por merecê-lo,
Que padecê-lo é curar-se em sua dor,

E sofrê-lo é cuidá-lo por desvelo,
Que tudo quanto deve em seu favor,
Morre-se dele pra poder vivê-lo!

João Urague Filho